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Mensagem do presidente Sílvio Roberto dos Anjos e Silva à 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde

 

Evento acontece de 6 a 9 de novembro, no Hotel Fiesta, em Salvador

 

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O Brasil vive hoje sob a lógica hegemônica neoliberal em sua fase financeira, que se materializou com o golpe parlamentar-midiático-empresarial, a política macroeconômica, a natureza da política do pagamento da dívida pública, o esgotamento do modelo do presidencialismo de coalização, a EC 95, o sub financiamento das políticas sociais, o desmonte e a privatização do SUS. O processo em curso de desestruturação da Seguridade Social (Assistência Social, Previdência e Saúde), com a implementação das reformas Trabalhista e da Previdência Social, contribuirá para intensificar as iniquidades e as desigualdades intensamente presentes no dia-a-dia da população.

Esse cenário sócio-político-econômico exige uma ampla unidade e organização entre os mais diversos segmentos, que se coloca em sentido contrário ao aprofundamento do desmonte das instituições voltadas para a garantia dos direitos sociais, na tentativa de aglutinar forças sociais em prol da construção de um movimento progressista, que acumule potência em prol da defesa da nossa Carta Magna e da manutenção e ampliação dos direitos sociais do povo brasileiro.

A Bahia atualmente apresenta um cenário preocupante para os(as) trabalhadores(as) do serviço público. São dois anos sem reajuste salarial, consequentemente acumulando perdas salariais e de direitos, o que deixa uma grande parcela do funcionalismo estadual com o salário abaixo do mínimo e com o seu poder aquisitivo significativamente reduzido.

O Governo do Estado da Bahia patrocina uma situação grave, graças à adoção de medidas como o corte da insalubridade em 2015; a suspensão da consignação sindical a partir do mês de maio de 2017, de forma arbitrária; o descumprimento do acordo quanto ao pagamento da progressão devida, retroativa a 2014; além do desrespeito à decisão judicial em relação ao pagamento da URV, que já se arrasta há quase vinte anos.

O governador Rui Costa e o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, têm se notabilizado pela intransigência e falta de diálogo com as entidades representativas dos(as) trabalhadores(as). Apesar das diversas tentativas, ambos vêm ignorando os apelos do Sindsaúde-Ba. Sabemos que não é fácil encarar essa política perversa, que torna cada vez mais distante o sonho da saúde pública de qualidade e universal. Mas não podemos esmorecer diante das adversidades. Pelo contrário, temos que encontrar na união força para resistir e avançar.

Temos que continuar acreditando que é possível um mundo mais justo e igual para todos, onde não impere a desigualdade e a intolerância. O nosso papel é fundamental nesse processo.

 

SÓ UNIIDOS E FORTALECIDOS CONSEGUIREMOS TRANSPOR ESSA INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNADOR E DO SECRETÁRIO DA SAÚDE E TRANSFORMAR ESSA REALIDADE.          

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