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Nova configuração do Planserv é discutida em reunião entre líderes sindicais e governo

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Foto: Sindimed

Diante das diversas críticas dos servidores sobre a nova configuração do Planserv, representantes de entidades sindicais se reuniram, na última sexta-feira, 30 de agosto, com a coordenadora geral do Planserv, Cristina Cardoso e o superintendente de Recursos Humanos da Saeb, Adriano Tambone, para esclarecer as principais dúvidas dos usuários do plano.

O Sindsaúde participou da reunião, representado pelo presidente Silvio Roberto dos Anjos e Silva, pela vice-presidente Tereza Deiró e pela diretora Laura Almeida. Também estiveram presente a coordenadora da Fetrab e diretora do Sindsaúde Ivanilda Brito e o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães

Os líderes sindicais pontuaram que as recentes mudanças anunciadas no Planserv, principalmente a possível contratação de uma empresa para a gestão partilhada do plano, vêm preocupando as entidades e usuários sobre uma possível privatização.

O superintendente Adriano Tambone, afirmou que a ideia desse encontro foi fazer um bate-papo para esclarecer dúvidas e tranquilizar usuários em relação às mudanças em curso.  Segundo dados apresentados durante a reunião, o Planserv atende mais de 505 mil beneficiários e possui uma média mensal de 120 milhões em investimentos.

A coordenadora do Planserv garantiu que o plano não será privatizado.  Ela confirmou, no entanto, a contratação de uma empresa para a gestão partilhada do plano, ação que deve ter início já nesta semana. De acordo com a gestora, essa contratação está sendo analisada há mais de um ano e será feita, mas todas as decisões importantes e a administração geral do Planserv continuarão nas mãos do governo. Ela salientou que a empresa contratada, além do foco na prevenção e promoção da saúde, vem com o objetivo de modernizar o sistema operacional, tendo em vista que o plano opera com um sistema obsoleto, que impossibilita operações básicas.

Sobre a restrição do atendimento alegada por diversos usuários, a coordenadora explicou que o teto de gastos anual ficou acima da média prevista por três meses, o que fez com que alguns prestadores passassem a ter um teto para atendimento.

A direção do Sindsaúde cobrou uma planilha com os gastos do Planserv citados na reunião, com o intuito de torná-los públicos. Além disso, os líderes sindicais foram enfáticos em alertar sobre a necessidade de realização de concurso público na área da saúde, o que poderia suprir a necessidade de licitação de uma empresa para compartilhar a gestão do Planserv.

Informações: Sindicmed-Ba

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