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Sindimed: UTI DO ROBERTO SANTOS À BEIRA DO COLAPSO

 

Publicado por Sindimed 29/09/2015

http://www.sindimed-ba.org.br/2011/noticias/3292-uti-do-roberto-santos-%C3%A0-beira-do-colapso.html

 

Metade dos leitos da UTI Geral Adulta do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS)  estão sob risco de fechamento por desfalques na escala de médicos plantonistas. A decisão da diretoria do hospital de demitir um terço dos médicos da unidade em maio deste ano, fato amplamente denunciado pelo Sindimed, agravou o problema crônico de recursos humanos da unidade. A carga de trabalho extra se associou a defasagem salarial, falta de vínculo trabalhista, atrasos recorrentes no pagamento e precárias condições de trabalho levando os médicos a pedirem demissão.

Chegou-se a um ponto que na escala de outubro, estão confirmados apenas oito médicos, número insuficiente para manter o funcionamento da unidade com os vinte leitos. Caso a gestão não tome providências imediatas, pelo menos dez leitos de UTI precisarão ser fechados.

Diante deste quadro preocupante, o Sindimed encaminhou, nesta segunda (28), um ofício à Sesab, diretoria do HGRS, Cremeb e Ministério Público para comunicar sobre a situação em que se encontra a unidade, e solicitou que sejam tomadas medidas urgentes para que a população não fique ainda mais desassistida.

A UTI Geral do HGRS é a unidade de maior complexidade da rede pública estadual. Atende pacientes de nefrologia, neurocirurgia, cirurgia vascular, hemorragia digestiva, intoxicação exógena, entre outros. Entretanto a sua importância não se reflete nas condições de trabalho, as quais vêm se deteriorando nos últimos tempos.

Problema de recursos humanos crônico

A dificuldade de se manter um corpo clínico na UTI do Roberto Santos e nas demais UTIs públicas é um problema crônico que tem raízes na política de recursos humanos baseada na terceirização.  Mais de cem médicos, contratados por  Pessoa Jurídica ou Cooperativa, já passaram pela UTI nos últimos 5 anos entretanto a falta de vínculo trabalhista associado a condições de trabalho ruins levam a uma grande rotatividade. Por outro lado dos nove médicos estatutários somente dois sairam da unidade. Somente com Concurso Público se conseguirá a estabilidade no quadro funcional e a garantia de uma assistência a saúde contínua

***Nota do Sindsaúde-BA***

Os problemas do Hospital Roberto Santos citados na matéria, como o déficit de profissionais, as condições precárias e carga excessiva de trabalho, também são queixas freqüentes dos servidores da saúde. A situação, inclusive, já foi denunciada pelo Sindsaúde-Ba para a Sesab e o Ministério Público Estadual.

A entidade é solidária à luta dos médicos que trabalham na UTI do Hospital Roberto Santos e também à luta por melhoria de atendimento à população, com a melhoria de condições de trabalho, valorização profissional e  a realização de concurso público.

 

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