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Servidores da Saúde em Estado de Greve

Assembléia Geral deliberou greve por tempo indeterminado a partir do dia 17 (sexta)

Fotos: Carlos Américo Barros

Em assembleia geral concorrida, realizada no final da tarde desta segunda (13), os servidores da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, decidiram deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 17 de julho (sexta). A decisão de greve foi provocada pela insatisfação acumulada devido à falta de valorização da categoria às péssimas condições de trabalho e a falta de diálogo que marca a atual gestão.  A tudo isso somou-se como “gota d’água” ou estopim o corte do adicional de insalubridade, praticado pela Sesab na folha do mês de junho, bem como a ameaça do corte da extensão de jornada.

Nos dias 9 e 10 de julho os trabalhadores realizaram paralisação de advertência e, ainda assim, o secretário da saúde, Fábio Vilas-Boas, ignorou os pedidos de audiência para discussão da situação.

A assembleia geral dos servidores da Saúde, realizada ontem foi um momento vibrante, emocionante, de construção da unidade e fortalecimento do movimento em defesa da Saúde Pública!  Esse movimento é mais do que uma reação ao corte da insalubridade à extinção das Dires, à baixa remuneração, às péssimas condições de trabalho, à angústia que sentimos quando vemos o sofrimento dos pacientes ou usuários do SUS devido à carência de profissionais, à falta de leitos, de exames e de medicamentos.

A nossa greve ocorre em um momento de realização da 15ª. Conferência Nacional de Saúde, fórum máximo do Controle Social do SUS quando, nacionalmente, trabalhadores, gestores e usuários do SUS se reunirão em Conferências municipais e estaduais para avaliar a situação da Saúde em todo o país e propor medidas para avançar.

Portanto, nosso movimento tem o significado maior de defesa de um sistema construído durante décadas, com muita dificuldade, com idas e vindas, e que está sendo desmontado na Bahia e em todo o país pela privatização exacerbada, pela precarização dos vínculos de trabalho, pela abertura do SUS ao capital estrangeiro, pelo corte dos recursos para a saúde. essa greve é o grito preso na garganta de cada servidor da saúde do estado da Bahia: precisamos salvar a Saúde Pública e o SUS!

 

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

Na assembleia foi reafirmada a pauta de reivindicações que consta de pontos que já são do conhecimento do governo, alguns dos quais estão em discussão com o governo. Os trabalhadores reivindicam fortalecimento dessa mesa de negociação para tratar dos seguintes pontos:

1.      Revogação do corte do adicional de insalubridade

2.      Revisão da regionalização da saúde de acordo com as discussões realizadas com os trabalhadores em cada Núcleo Regional de Saúde.

3.      Implantação imediata da progressão no PCCV do grupo saúde e agilização das discussões para regulamentação da promoção.

4.      Implantação de carreira para o grupo técnico administrativo

5.    Incorporação da GID ao salário base

 

6.      Fim da privatização dos serviços públicos de saúde sejam OS, PPPs, PJ e  terceirizações  para grupos privados lucrativos ou filantrópicos

7.      Revisão do valor de ticket alimentação, auxílio transporte e do valor das diárias

8.      Melhoria das condições de trabalho e assistência à população

9.     Realização de concurso público para todos os cargos do grupo saúde e grupo técnico administrativo

10.  URV

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

 

Por deliberação da assembleia geral, representativa e vibrante, realizada nessa segunda feira, 13/7, o Sindsaúde-Ba, orienta que os colegas servidores em todo o estado se organizem para participar das atividades definidas na assembleia, conforme calendário abaixo.

Dia 14/7 – 15 h – reunião de mobilização  no CAS com a presença de representante de outras unidades para constituição do comando de greve.

Dia 14/07  17h – abertura da Conferência Municipal de Saúde

Dia 15/07 – 9 h – reunião geral no Hospital Roberto Santos

Dia 15/07 – 16 h Caminhada em Defesa da Saúde Pública e do SUS saindo da Pupileira em Nazaré até a Praça Municipal. Todos de Camisa padronizada, com faixas, cartazes expondo as nossas reivindicações.

Dia 16/07 – 9 h reunião na SESAB – CAB para organização da greve

Dia 17/07 – 7 h Ato público de todos os servidores de saúde no CAS (Iguatemi)

Dia 20/07 – 9 h – Assembleia geral de avaliação da greve em frente à SESAB – CAB

ORGANIZAR O COMANDO DE GREVE EM CADA UNIDADE, HOSPITAL OU DIRES

 

O Sindsaúde orienta os colegas de todas as unidades e  do interior,  a se dedicar à construção do movimento, inicialmente organizando o comando de greve com  representantes de cada unidade de saúde. Esse grupo  deve  traçar um plano de greve e reunir-se diariamente para avaliar.  É de extrema importância que seja criteriosamente avaliado quais as atividades que não podem ser suspensas em cada unidade ou em cada ex- Dires. A legislação estabelece a manutenção de 30% de servidores trabalhando para aquelas atividades que não podem deixar de ser oferecidas à população.

O Comando tem a responsabilidade de ser porta voz do movimento em cada localidade do interior ou unidade da capital para isso deve estar sintonizado com a direção do sindicato. Todos devem transmitir as decisões tomadas coletivamente. Divulgar o mais amplamente possível em todos os veículos de comunicação as notícias que fortaleçam o nosso movimento. É importante buscar apoio da população, associações de moradores, sindicatos de trabalhadores rurais  e urbanos e demais grupos organizados da população.

Qualquer problema ou intercorrência que ocorra, o comando deve reunir e entrar em contato com a direção do sindicato para decidir o que fazer.

O sindicato está criando um grupo no WhatsApp para comunicação rápida entre os membros do comando.

TRABALHADOR UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!

 

 

 

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2 respostas a Servidores da Saúde em Estado de Greve

  1. Edson Fernandes disse:

    Gostaria também que o sindicato orientasse a categoria em relação ao ponto. Tivemos algumas divergências!!!

  2. Edson Fernandes disse:

    Boa tarde, companheiros e companheiras, estive analisando os itens em pauta e constatei que ficou faltando a revisão dos valores das diárias e também a questão da incorporação da GID no salário-base. O outro fato que fiquei sabendo hoje na nosso reunião do comando de greve foi sobre o pessoal do administrativo, informando que, quem tem carga horária de 240hs o salário-base vem separado, sendo que o grupo saúde é incorporado.

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