ARTIGOS

Qualificação da Saúde – Jornal A tarde 09/06/2015

Aladilce Souza

Vereadora de Salvador

A TARDE 09/06/2015

No Brasil, há quase dois milhões de trabalhadores da enfermagem, entre profissionais de nível técnico e superior. Desses, cerca de 100 mil estão na Bahia e representam quase 60% dos profissionais da saúde no estado. O trabalho da categoria não requer apenas um conjunto de habilidades e competências, exige atitude, comportamento e postura ética condizentes com o ato de cuidado com a saúde e a vida de pessoas.

No setor privado e no SUS, este profissional contribui para conscientização de crianças, jovens e adultos sobre os riscos à saúde e a importância de hábitos saudáveis. Além de gerenciar serviços e coordenar processos de trabalho, ele está também sempre junto ao paciente na assistência hospitalar, confortando-o e ajudando-o nas horas de dor e fragilidade. O exercício da enfermagem é de grande complexidade e relevância social, mas não tem o devido reconhecimento social.

Os trabalhadores da enfermagem são, em geral, submetidos a escalas de trabalho extenuantes e carga horária excessiva, o que torna a ação profissional insegura para o paciente e para o profissional. Os baixos salários praticados pela maioria dos empregadores os obrigam a assumir dupla jornada de trabalho. Considerando que mais de 80% são mulheres, acrescenta-se ainda a jornada de trabalho doméstico!

Por isso, o mínimo que podemos fazer para mudar esta realidade é apoiar integralmente os projetos de lei das 30 horas semanais de trabalho e do piso salarial da categoria que tramitam na Câmara Federal. É importante também cobrar que os governos adotem políticas de inclusão com remuneração digna, abertura de novos postos de trabalho e realização de concurso público para suprir o enorme déficit de pessoal na área. O monitoramento e qualificação permanente dos cursos de enfermagem no Brasil também precisam ser cobrados. Essas são medidas essenciais para qualificar a saúde no nosso país.

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