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Servidores e pacientes do Hospital Dom Rodrigo de Menezes protestam com abraço simbólico

Pacientes e servidores do Hospital Especializado Dom Rodrigo de Menezes (HEDRM), em Águas Claras, deram um abraço simbólico na unidade em protesto contra a desativação do local, durante manifestação realizada na manhã desta quarta-feira (5). Eles denunciaram a falta de debate, por parte do governo do estado, no processo de implantação do Instituto Couto Maia (ICM), que será o resultado da fusão dos hospitais

Couto Maia e Dom Rodrigo de Menezes.
Organizada  pelo   Sindsaúde-Ba e  Sindimed-Ba, a manifestação contou também com o apoio da população de Águas Claras e associações de moradores. A presidente do Sindsaúde-Ba, Inalba Fontenelle lembrou a história do HEDRM e falou da importância do hospital como referência no atendimento dos portadores de hanseníase. Para Imalba, a implantação da gestão por Parceria Público Privada (PPP) na saúde com administração do ICM é uma forma de precarização do Serviço Único de Saúde (SUS).
”Somos contrários à privatização da saúde. Não vamos nos omitir e queremos saber o que o Estado vai fazer”, denunciou Inalba. O presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, ressaltou ainda que as empresas do setor privado têm a visão do lucro, portanto, não há garantia de que os pacientes do SUS terão o mesmo tratamento
no novo ICM. “É possível que haja até redução do quadro de funcionários, como ocorreu no Hospital do Subúrbio que também foi privatizado pelo governo. Eles começaram com um número de trabalhadores e depois alegaram que precisavam fazer alguns cortes para reduzir despezas”, disse.
Além da preocupação com o vínculo de trabalho, os servidores do hospital pedem que o ambulatório do HEDRM seja ampliado e vire um centro de referência no estado para o tratamento da hanseníase. Os pacientes reclamam da falta de algumas especialidades
importantes como neurologia e otorrinolaringologia. Em depoimentos emocionados, os portadores da doença atendidos no HEDRM se mostraram preocupados com a desativação da unidade, relatando as dificuldades e os preconceitos sofridos em
outros hospitais.

Foi o que constatou a aposentada Nilza Maria Cabral, 56 anos, que faz tratamento contra a hanseníase no HEDRM desde 2009. “O Dom Rodrigo é a nossa casa. Aqui somos bem atendidos por todos, sem exceção, e não sofremos preconceitos. Os profissionais daqui sabem das nossas necessidades e dá a gente o tratamento e o carinho adequados. Se juntarem os dois hospitais não será a mesma coisa. Ainda corremos o risco de sofrermos preconceito, como sofremos sempre que vamos em outros hospitais”, protestou. O Sindsaúde-Ba, o Sindimed e os servidores do HEDRM cobram uma
ampla discussão do governo com a participação dos trabalhadores e da população a respeito da unificação dos dois hospitais, e quais as consequências dessa  forma de gestão, sobretudo no que diz respeito ao atendimento das necessidades dos pacientes de
hanseníase, doença que exige tratamento especializado.

Reunião e  manifestação

 

Após saber da manifestação, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) convocou reunião no auditório do HEDRM, na próxima quarta-feira (12) às 10 h , para discutir o projeto de implantação do Instituto Couto Maia. No mesmo dia, o Sindsaúde-BA estará
realizando manifestação em frente ao Hospital Couto Maia, às 9h, com a participação dos trabalhadores e pacientes da unidade.

 

Links da repercussão na imprensa:

 

Metro1: http://www.metro1.com.br/portal/?varSession=noticia&varEditoriaId=5&varId=23041

Política Livre: http://www.politicalivre.com.br/2012/12/sindsaude-ba-servidores-hospital-dom-rodrigo-de-menezes-fazem-protesto/?doing_wp_cron=1354886761

Polícia &Política: http://www.policiaepolitica.com.br/noticias/servidores-do-hospital-dom-rodrigo-de-menezes-em-aguas-claras-fazem-manifestacao/

Portal CTB: http://portalctb.org.br/site/pelos-estados/18374-sindicatos-repudiam-privatizacao-de-hospital-na-bahia

 

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