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“Temos a obrigação de combater a intolerância e o preconceito no serviço público”, comentou a Diretora de Imprensa Aladilce.

Nas últimas semanas, fatos de ataques a homossexuais em transporte público, escolas, ruas e avenidas, hospitais e clínicas vem chamando a atenção da sociedade, por todo o mundo. Um dos casos mais absurdo, um jovem dos EUA, se suicidou após os pais não aceitarem sua opção sexual, outro momento grave, foi em Belgrado, um grupo de manifestantes atirou coquetéis molotov e granadas paralisantes, contra uma para do orgulho gay, ferindo 150 pessoas, entre elas crianças que acompanhavam com seus país o desfile.

“A homofobia, como o racismo e a xenofobia, existem em diversos graus, em todas as sociedades. Todos os dias, em todos os países, indivíduos são perseguidos, violentados atacados ou mortos devido à sua orientação sexual. Quer seja explícita, quer não, a violência homofóbica causa um enorme sofrimento, que é frequentemente dissimulado sob um véu de silêncio e vivido na solidão”, alertou a diretora Aladilce, que chama atenção que no serviço público do Estado, há um contingente de homossexuais e que precisam ser respeitados.

Ontem, 10 de setembro, na sessão da câmara de vereadores de Salvador, a pauta para votação do PL “Teu Nascimento” de combate à LGBTfobia, não passou, sendo para hoje, 11 de setembro, a nova votação. “A casa do povo precisa dar exemplo e mostrar seu protagonismo no enfrentamento ao preconceito, não é uma questão partidária, mas uma questão humana, social, que trata de vida das pessoas que têm o direito de serem respeitadas, independente de orientação sexual e identidade de gênero, isso vale para nós servidores que somos perseguidos muitas vezes pela opção sexual”, comentou a vereadora Aladilce.

Após várias atividades através do Sindsaúde Itinerante, onde vem ouvindo realidades difíceis dos servidores e problemas internos, desde aos processos as formas de tratamento, a presidente do sindicato, Ivanilda Brito, pontua que a entidade vai para cima e procurará os direitos para defender todos e todas que sofrerem preconceito.

“Estamos aqui para defender nossos colegas, não se trata de raça, cor, estatura, posição social, orientação e ou deficiência, nós somos uma classe de servidores da saúde do Estado da Bahia e vamos atrás dos casos e entrar na justiça para defender a todos, por isso, essa atividade itinerante, para que todos e todas possam saber que estamos aqui, mais temos representantes na base e eles podem e devem procurar para tirar dúvidas e até alertar para os casos de preconceitos que vivem nossos servidores”, disse Ivanilda.

O momento é de fazer ouvir as vozes de todos os que sofreram. Embora a responsabilidade pelos crimes motivados pelo ódio recaia sobre os que os cometem, todos temos a obrigação de combater a intolerância e o preconceito e de exigir que os agressores respondam pelos seus atos. A prioridade inicial é descriminalizar a homossexualidade.

Outro ponto importante dialogado é um jornalismo mais humano, onde não incite ao ódio e à violência. No país, os ativistas de direitos humanos que defendem os direitos de gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais correm o risco de serem perseguidos ou detidos. Aqui no Brasil, com o atual governo, onde incentiva o uso de armas livremente, aplica a censura e envergonha o país internacionalmente, isso prova como o ódio e a intolerância triunfam no país democrático, ou era quando se tinham projetos sociais, defesa da educação pública, saúde e moradia.

A luta continua.

A 18ª Parada LGBTI da Bahia, que este ano acontece pela primeira vez no Dique do Tororó, no dia 22 de setembro (Domingo), terá um formato diferente dos anos anteriores: além do cunho político e dos protestos contra o discurso de ódio que toma conta do Brasil, a festa irá ter minitrios e pranchões, elementos presentes no Furdunço, prévia carnavalesca realizada na capital baiana.

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