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Com irreverência, servidores protestam contra arrocho salarial e perdas de direitos no“Forró dos Sem”, na Saeb

Fotos: João Ubaldo

Ao som de forró pé de serra, servidores da saúde e de diversas categorias do funcionalismo público estadual protestaram contra a postura intransigente do governador Rui Costa no Forró dos Sem, realizado em frente à Secretaria da Administração do Estado, no CAB, nesta quinta-feira (13/06).  Promovido pelo Movimento Unificado de Entidades do Funcionalismo Público Estadual, formado pelo Sindsaúde, Sindsefaz, Sinpojud, Aplb Sindicato e Sintest, o forró contou também com a apresentação de um trio nordestino e comidas típicas

Sem reajuste salarial há quatro anos e com diversos direitos cortados pelo governo do estado, os trabalhadores pediram reabertura de diálogo com o governo para negociação em torno da pauta geral de reivindicações e das categorias. Além do reajuste salarial, as entidades protestaram pelo pagamento da URV, por melhorias no Planserv e no RH Bahia.

“Estamos há quatro anos sem reajuste, com redução das cotas e assistência do Planserv, sem insalubridade, sem URV, além do descumprimento do caráter retroativo das progressões e da concessão das promoções quando o servidor faz jus. Estamos no forró dos sem nada para protestar contra a intransigência do governo”, afirmou a presidente do Sindsaúde Ivanilda Brito.

Ivanilda destacou a tentativa de reabertura de diálogo com o governo, após reunião intermediada pela deputada federal Fabiola Mansur com a Serin, na quinta-feira, dia 12/06. Na oportunidade ela destacou a situação dos servidores administrativos, que não possuem plano de carreira e recebendo o salário base abaixo do mínimo. “São mais de 30 mil trabalhadores que estão nessa situação, na penúria. Apesar de estarmos sem nada, não podemos perder a nossa esperança. Vamos continuar lutando para mostrar ao governo que estamos na luta e não vamos desistir”, disse.

Os servidores vivem um grave quadro de arrocho salarial, acumulando uma perdas salariais que vem tornando insustentável a sobrevivência dos profissionais das diversas categorias. Além do salário congelado, descumprimento dos Planos de Carreira, elevação da alíquota do Funprev, perda de direitos e Planserv precarizado.

“Os servidores estão sem reajuste, na realidade, há seis anos, pois os últimos reajustes foram parcelados em duas vezes. Como se não bastasse, o governador aumentou a alíquota do Funprev  e reduziu o percentual da contrapartida do Estado para o Planserv. Isso é confisco de salário”, denunciou a vice-presidente do Sindsaúde Tereza Deiró.

Os dirigentes sindicais reforçaram a convocação dos servidores para a Greve Geral Nacional nesta sexta-feira (14/06), com ato na Rótula do Abacaxi, às 6h e no Campo Grande às 15h.

Fotos: João Ubaldo

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