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Diretoria do Sindsaúde realiza reunião com servidores e diretoria do Hospital Lopes Rodrigues para discutir demandas

No estado de publicidade tamanho GG e obras tamanho GG, o sucateamento da assistência à saúde mental também é GG. Para discutir os inúmeros problemas apresentados no Hospital Psiquiátrico Lopes Rodrigues, em Feira de Santana, os diretores do Sindsaúde-Ba Dijalma Bastos Rossi e Reginaldo Ribeiro de Oliveira realizaram uma reunião conjunta com a comissão dos servidores, a diretora geral Iraci Leite da Silva e representantes das coordenações de enfermagem, recursos humanos, setor pessoal e administrativo, dentre outros setores, na quarta-feira (10/4).

Durante a reunião, os trabalhadores relataram as dificuldades e o caos gerado no hospital pelo número insuficiente de pessoal. Segundo eles, existe uma gama de profissionais gerido pela modalidade de contrato “primeiro emprego”, que, apesar da ajuda, não vem conseguindo atender a demanda, pois os mesmos não trabalham no turno noturno, domingos ou feriados.

Além disso, a farmácia e o serviço social também não funcionam à noite, nos finais de semana e nos feriados. Os trabalhadores denunciaram a inexpressiva ou inexistente atividade terapêutica em muitos dos setores e a alimentação insuficiente para os pacientes. Não bastasse quatro anos sem reajuste, o RH Bahia ainda cortou o auxílio- transporte de vários profissionais, sem critério. Por outro lado, historicamente, o governador emperrou os pedidos de extensão da carga horária, já que podia sanar boa parte da ausência dos técnicos e auxiliares de enfermagem.

O diretor Dijalma Rossi ressaltou que ao longo dos anos de 2017 e 2018, o Sindsaúde-Ba vem reiteradamente ouvindo e participando de ações como reuniões, assembleias, seminários, oficinas com a participação dos profissionais, técnicos do nível central, conselhos de classe, parlamentares, dentre outras atividades, no intuito de garantir melhorias no atendimento da saúde mental, com base na discussão da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Os diretores do Sindsaúde ressaltaram que a comissão de servidores tem papel importante para qualidade de vida dos usuários de saúde mental da unidade que ,tendo um número significativo de paciente em comorbidade e também outros que mudam de comportamento no setor crítico, necessitam de profissionais por todo período noturno.

Diante o exposto foi acordado com a direção do hospital a revisão dos processos de implantação da extensão de carga horária e a ampliação de profissionais de todas as áreas, com destaque para profissionais de enfermagem, serviço social e farmácia para o período noturno, finais de semana e feriados. Também a implantação do Serviço Integrado de Assistência à Saúde do Trabalhador (SIAST) e da Comissão Local de Saúde do Trabalhador (CLST); reimplantação da ouvidoria interna. As demandas serão encaminhadas à Sesab.

As medidas administrativas adotadas pela administração serão: a ampliação das atividades terapêuticas; elaboração de protocolos administrativos internos; reunião da comissão de fármacos e terapêutica para sanar o problema da padronização de medicamento e a adequação do espaço para pacientes em situação clínica ou ortopédica.

A realização da reunião com a diretoria da unidade trouxe um alento aos trabalhadores que vêm sofrendo pelo descaso do Estado nos últimos anos. O Sindsaúde apoiará todas as medidas administrativas acordadas, entretanto, também elevará a discussão de tudo aquilo que compete a gestão central, diante da indefinição no processo implementação das políticas de saúde mental no estado.

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