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Trabalhadores da saúde saem às ruas em grande caminhada no Dia Estadual de Luta e Paralisação dos Servidores Públicos

Fotos: João Ubaldo

Servidores da Saúde e demais categorias do funcionalismo público estadual se uniram em uma grande manifestação, nesta terça-feira, 2 de Abril, Dia Estadual de Luta e Paralisação dos Servidores Públicos do Estado da Bahia. Trabalhadores da capital e do interior realizaram um ato no Campo Grande e saíram em caminhada pelas ruas do centro da cidade, com faixas, bandeiras, cartazes, carro de som e percussão, para cobrar as pautas das categorias e também chamar atenção da sociedade sobre as medidas nefastas do governo do estado contra o serviço público, que também atingem a população.

O ato conjunto foi realizado pelo Sindsaúde, APLB-Sindicato, Sinpojud, SindSefaz e Sintest, com o objetivo de pressionar o governo a abrir o diálogo com as entidades e agende uma audiência para discutir as reivindicações dos servidores que são: Reajuste Linear pra todo funcionalismo ativos e aposentados; melhorias para o Planserv; soluções para o RH Bahia e pagamento da URV. Os trabalhadores da saúde também levaram às ruas as bandeiras de luta específica como respeito ao Plano de Carreira, o retorno da insalubridade e regulamentação do PCCV dos técnico-administrativos.

“Esse movimento é contra o arrocho salarial que o governador Rui Costa vem praticando com os trabalhadores. A saúde é uma das categorias mais massacradas. Além de estarmos há quatro anos sem reajuste, tivemos corte de insalubridade e vimos o desmonte das Diretorias Regionais da Saúde. E agora com a implantação do RH Bahia, estamos tendo cortes de salários, sem reposição há três meses. Precisamos mostrar ao governador Rui Costa que estamos unidos para vencer essa truculência”, afirmou a presidente do Sindsaúde Ivanilda Brito.

A vereadora de Salvador e diretora do Sindsaúde-Ba Aladilce Souza criticou a política de desmonte do país e da retirada de direitos praticada pelo governo federal, iniciada com a reforma trabalhista e ameaça da reforma da previdência e intenção de privatizações, para fortalecer o setor privado e favorecer o capital internacional.

Aladilce também fez um apelo do governador Rui Costa, no sentido de garantir o cumprimento das políticas públicas que estão previstas na Constituição Federal nas áreas de saúde, educação e segurança, numa perspectiva pública. “Chega de privatização! Chega de entregar o patrimônio público para o setor privado e desmontar o Estado. Essa luta não é somente pelo salário. É importante ter uma perspectiva de que estado estamos construindo. Que tipo de serviços em saúde, educação, segurança e judiciário a gente quer. Vamos avançar na luta. Só a luta dos trabalhadores unidos é que vai fazer virar o jogo”, completou.

As entidades aguardam um posicionamento do governo e, caso eles não atendam as reivindicações das categorias, os servidores ameaçam uma greve geral no serviço público estadual. Os servidores exigem respeito! Não vamos aceitar mais perdas de direitos!

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