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Em assembleia, servidores da saúde aprovam intensificação de mobilização da categoria com grande manifestação quinta (6/12)

Fotos: João Ubaldo

Em assembleia realizada pelo Sindsaúde, neta quarta-feira (5/12), os servidores da saúde discutiram ações de mobilização da categoria  e reafirmaram a presença no Dia Estadual de Luta, nesta quinta-feira (6/12) com paralisação e grande mobilização na Assembleia Legislativa, às 13h, contra a proposta do aumento da alíquota previdenciária. A concentração será na balança, em frente à entrada da ALBA, às 12h, com caminhada até a Assembleia.

A presidente do Sindsaúde-ba, Ivanilda Brito ressaltou que a pauta emergencial de luta dos servidores é o pacote de maldades enviado pelo governador do estado Rui Costa à Assembleia Legislativa, que prevê, não só o aumento do Funprev, mas também uma redução do aporte que o governo destina para o Planserv. Integrante do Conselho do Planserv, Ivanilda afirmou que já solicitou do secretário da administração e também conselheiro Edelvino Góes, explicações sobre os impactos desse corte de verbas na assistência dos beneficiários do plano de saúde dos servidores públicos estaduais. “Se hoje já sofremos com as dificuldades de atendimento, com esse corte, seremos ainda mais penalizados”, afirmou.

Ivanilda destacou a importância da união e participação dos trabalhadores nas mobilizações contra o aumento da alíquota do Funprev, contra a retirada de direitos e pela campanha Salarial 2019. “Estamos vivendo um momento difícil e muito delicado, mas precisamos pressionar o governo, para que ele recue nas medidas vão penalizar os servidores. Não podemos assistir a tudo sem reagir”, conclamou Ivanilda.

Presente na assembleia, a supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese na Bahia, Ana Georgina, esclareceu dúvidas e promoveu um debate com os trabalhadores sobre a situação do Estado. Ela apresentou dados sobre as receitas e arrecadação do estado, de acordo com o portal da transparência. Segundo dados coletados, a receita do Estado tem tendência de queda este ano, pois passou de 47 bilhões de reais em 2017 e para 36 bilhões até outubro de 2018.

Em relação às despesas do governo, os gastos com pessoal correspondem a cerca de 50% do total arrecadado. O mais preocupante é que os gastos com os terceirizados, contratados do Reda e cargos comissionados correspondem a 1/3 do que é gasto com os trabalhadores efetivos do Estado, trabalhadores não contribuem com o Funprev, mas sim o INSS, o que vem gerando um desequilíbrio nas contas do governo. Uma das soluções propostas para reduzir o déficit da previdência é a substituição destes cargos por trabalhadores estatutários, através da realização de concurso público.

“O gasto com o pessoal efetivo é mais barato do que com terceirizados. A forma como o governo gasta precisa ser repensada. O aumento da alíquota da previdência vai gerar uma economia muito pífia ao Estado, que não vai resolver o problema do rombo da Previdência. Por isso, não é justo penalizar o trabalhador, que já está sendo prejudicado por estar há três anos sem reajuste”, avaliou Ana Georgina. Ela destacou que os trabalhadores já acumulam 25,10% de perdas salariais, o que representa uma redução de ¼ de perda do poder de compra.

A diretora do Sindsaúde Inalba Fontenele ressaltou a o intuito da assembleia é alinhar a categoria sobe o que está acontecendo e propor ações. “A responsabilidade de tudo que está acontecendo é do governo. É da política que o governo optou em fazer e continuar fazendo para penalizar o servidor. É preciso dar a nossa resposta ao governador, principalmente nós da saúde, que temos sido os mais prejudicados”, avaliou.

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